Por que o Twitter merece atenção das Marcas?
por Rafael Kiso em Mídias Emergentes, Planejamento Estratégico, Tecnologia - 25/06/09.
Eu já escrevi bastante sobre o Twitter e as marcas no outro post.. este é vem somente a mostrar que as marcas brasileiras estão se movimentando. Veja abaixo os principais modelos de uso (Saiu na Exame). Além desses modelos, também já podemos fazer jogos via Twitter.
Microsoft Bing
por Rafael Kiso em Geral, Mídias Emergentes, Tecnologia - 12/06/09.
Pela primeira vez a Microsoft dá um passo à frente na Web. Será que o Bing mudará o modelo dos buscadores?
A Microsoft anunciou o Bing no ultimo dia 28 de maio, seu novo buscador que veio para substituir o live.com e enfrentar o Google. E pela primeira vez, em minha opinião, a Microsoft deu um passo certo e a frente de seu maior concorrente. Acho que todos perceberam que o Google demorou a se pronunciar, o Bing foi uma surpresa até mesmo para eles, apesar do CEO do Google dizer “Não acho que a chegada do Bing vá mudar o que estamos fazendo.”
Coincidência ou não, o Google lançou o Google Squared, que demonstra a primeira aventura do buscador na Web 3.0, a web semântica, que estrutura informações não organizadas vindas de diferentes fontes para formar uma representação padronizada dos resultados.
Mas voltando ao Bing, pelos testes que eu fiz, o novo buscador contextualiza melhor os resultados e traz maior relevância na forma de buscar. Segue abaixo as minhas perspectivas de como o Bing se diferencia dos outros buscadores.
- O Bing é focado em entregar respostas, não um monte de páginas e links. Para o Bing, “menos é mais”. Uma pesquisa da Forrester Research, diz que o Bing foi desenvolvido para ajudar os usuários a tomarem decisões e não somente entregar um catálogo de páginas. Por isso também que o Bing possui divisões claras em turismo, filmes, saúde, presentes, entre outros.
- O Bing organiza o resultado pela relevância do usuário e não por algoritmo. Usando uma pesquisa de quais tipos de resultados se provam ser relevante para os usuários, a Microsoft organizou a interface do novo buscador para entregar conteúdo de valor, permitindo o usuário filtrar o conteúdo pelas suas principais características.
O que muda para quem anuncia em buscadores?
- Mais qualidade – A maioria dos anunciantes compra somente no Google e Yahoo porque a Microsoft “tem” somente 8% de audiência no mercado de buscas. Não é o suficiente para valer o investimento dos anunciantes. Mas com o lançamento do Bing, a Microsoft já cresceu 1,7 ponto percentual entre os buscadores, saltando de 13,8% para 15,5% no período analisado, e em sua semana de estréia ele ultrapassou o Yahoo e ficou em segundo lugar em buscas. Portanto, em minha opinião é uma questão de tempo para as pessoas usarem e sentirem maior relevância através do Bing.
- Uma nova necessidade de SEO – Ao invés do Bing mostrar todos os sites que correspondem ao algoritmo de busca, ele mostra somente três resultados para uma subcategoria relacionada a busca. Por exemplo, ao buscar “U2″ o Bing organizará os resultados em subcategoria como “songs”, “tickets”, “merchandise”, “dowloads”, “interview”, “vídeos”, entre outros. Isso significa que as estratégias de SEO precisarão ser revistas para se ajustarem as subcategorias ao invés de focar somente na palavra buscada.
- Os buscadores irão se tornar portais de informação – Os buscadores têm sido usados como um portal para o conteúdo na web. Mas, como um buscador que ajuda nas decisões, o Bing introduz uma busca que realmente entrega conteúdo sem mandar o usuário para outro site. Ao procurar um celular, por exemplo, dá até para comparar os preços dentro do próprio Bing, sem a necessidade de entrar no site destinatário.
De acordo com a Forrester, eles esperam que os outros buscadores sigam o Bing, e isso significará ao mercado um aumento no custo dos anúncios. O que vocês acham?
Para explorar o Bing eu recomendo o fazer na versão em inglês. Em português muitas dessas características não aparecem.
Twittando a sua marca
por Rafael Kiso em Mídias Emergentes, Planejamento Estratégico - 05/06/09.
Após ser apenas uma novidade, o Twitter está se tornando uma poderosa forma de comunicação, é o que diz a capa de junho de 2009 da revista TIME.
Se você não viveu dentro de uma caverna ultimamente, provavelmente já ouviu muito sobre o Twitter. O utilitário no qual permite seus membros compartilharem comentários curtos uns com os outros, é o novo lugar para se comunicar na Web. O Twitter de repente se tornou a arena digital para pessoas observarem e se engajarem numa cultura pop. É também um lugar onde as marcas podem interagir com seus consumidores diretamente, para reforçar relacionamento com seus clientes leais ou atrair novos seguidores através de seus próprios tweets.
Apesar da presença de mensagens auto patrocinadas, o Twitter continua a ser uma ambiente sem publicidade, livre de um modelo de negócio. No entanto, foi só uma questão de tempo para que o site anunciasse a promessa de uma perspectiva publicitária. No início de Abril, começaram a surgir diversas aplicações no qual os usuários pudessem agregar posts sobre trânsito, promoções na Web, entre outros, proporcionando uma oportunidade única para os anunciantes. Inclusive, numa consciência de mídia social, já há campanhas de empresas lá fora cujo objetivo é aumentar o número de seguidores de seu Twitter.
O Twitter funciona como um veículo livre para uma marca reforçar suas relações públicas através da mídia digital. Por funcionar como um ambiente aberto e social, o Twitter pode fornecer um local de encontro on-line para os usuários, de uma forma que o Facebook e MySpace muitas vezes não podem. O Twitter não é responsável pelo sucesso de tal linha de comunicação, portanto as empresas precisam sabiamente decidir como eles devem usar o serviço para alcançar seus objetivos.
Numa pesquisa realizada pela agência de marketing promocional Bullet, feito com mais de 3.200 internautas, mais de 69% dos consumidores brasileiros que estão no Twitter seguem ou já seguiram marcas no microblog e mais de 53% têm interesse em receber campanhas, desde que sejam relevantes.
Veja a pesquisa no SlideShare
http://www.slideshare.net/bullet_promo/twitter-no-brasil-1453989
Veja o Censo de usuários de Twitter no Brasil
http://www.twittercentral.com.br/censo/
Empresas como JetBlue, Dell e Tecnisa, se aproveitam da popularidade da ferramenta para tornar virais suas promoções. No caso da Dell, o perfil brasileiro promove ofertas diárias que duram 3 horas, além de destacar promoções e lançamentos para compras on-line. Já a JetBlue, além de promoções, eles também avisam os passageiros sobre atrasos de voos.
Em uma jogada ousada em março deste ano, a marca Skittles decidiu dar o controle de seu site para os consumidores. A home page, Skittles.com, foi relançada e se tornou um menu que envia o visitante para outros sites com conteúdos gerados por usuários. Por exemplo, o link “Media” leva o usuário para o canal da marca no YouTube, o “Friends” leva o usuário para a página oficial no Facebook, o “Chatter” levava o usuário para o página da marca no Twitter. O menu navegador do site por sua vez fica fixo acima de todas as páginas.
Independentemente de quão inovador essa iniciativa pode parecer, a Skittles descobriu rapidamente que nem todo mundo respondeu favoravelmente. Muitos usuários do Twitter expressaram que se sentiram insultados pelo fato da marca ter assumido que não haveria nenhum conteúdo negativo postado nesses sites sociais. Alguns deles postaram comentários negativos e em tons sarcásticos para prejudicar a marca. Em resposta, a páginas do Skittles.com logo cessou a página do Twitter, e no lugar direcionou os usuários para a página de resultados do Twitter para o termo “Skittles”, mostrando assim posts diversos que não necessariamente envolve a marca.
Essa campanha parece apontar para dois aprendizados pertinentes sobre como as marcas interagem com a mídia social, particularmente com o Twitter. Primeiro, as marcas precisam estar abertas para o fato de que dar controle aos usuários é estar preparado para negatividade. Tem que ser automático assumir que o feedback pela perspectiva das mídias sociais pode ser negativo. Segundo, o público parece muito desiludido com a publicidade em mídias sociais, portanto, eles sempre vão reclamar quando isso acontecer. Mantenha em mente que os usuários do Twitter tem a escolha de seguir ou não você, os anunciantes precisam perceber que diante da oportunidade de falar sobre sua marca, a intenção do público geralmente não é promover e sim negativar.
O mais importante disso tudo é que o Twitter está invadindo a comunicação e mudando as regras de engajamento na Web. É necessário ser relevante e original para twittar sua marca. O que você está esperando, já twittou hoje?
Tudo o que você precisa saber para twittar bem! – http://is.gd/PiI7
10 Ferramentas complementares para o serviço de microblog – http://is.gd/PkjG
Realidade Aumentada
por Paulo Robson Luz em Criação, Mídias Emergentes, Tecnologia - 22/04/09.

Realidade aumentada, ou Augmented Reality, vem sendo adotada por grandes empresas ao redor do mundo como uma nova forma de acrescentar maior interatividade e riqueza na experiência do usuário em suas campanhas.
O conceito de realidade aumentada, tecnicamente, é possível na web graças a integração de objetos 3D e o plugin flash player, e já vem chamando a atenção através de alguns cases.
Aqui na Focusnetworks já fizemos algumas pesquisas e testes, neste que consideramos ser um grande passo para inovar a forma como nos comunicamos com o usuário, enriquecendo sua experiência em contato com objeto de divulgação da ação.
Para não ficar só no conceito, vamos ver uma aplicação exemplo que criei.
Para participar da experiência, basicamente, você precisará de uma webcam e seguir os passos:
- Imprimir um símbolo (ou marker) disponibilizado pelo autor da aplicação (imprima esse marker em PDF).
- Ligar a webcam e conceder permissão ao flashplayer para acessá-la (irá aparecer uma popup pedindo isto).
- Posicionar o símbolo impresso em frente a webcam.
Um detalhe importante a se destacar é o ambiente, que se bem iluminado, aumentará o contraste de cores do símbolo na superfície branca e o marker será detectado com mais precisão.
O vídeo abaixo mostra um case que demonstra como a criatividade associada à tecnologia pode trazer experiências inovadoras. No teste, o blogueiro imprimiu em sua camisa um marker com um código de barras que possui informação de seu login e senha do Twitter. Ao se aproximar da câmera, o marker é detectado e a aplicação exibe um balão com a foto do cara e seu último post! Veja:
O case da GE, que na minha opinião, utilizou muito bem a técnica em sua campanha e considero um exemplo de utilização inteligente da tecnologia, pois o recurso enriquece o conteúdo.
O vídeo abaixo, produzido no Japão, mostra diversas formas de se aplicar a técnica:
E um dos cases mais recentes foi o da produtora de games Ubisoft, que aplicou o conceito para promover o jogo Assassin’s Creed 2. No site, após assistir ao teaser trailer do jogo, clique no ícone, imprima o símbolo em pdf e depois clique no ícone que fica ao lado esquerdo da tela para ver. Acesse aqui o site.
Para ter mais informações técnicas sobre o assunto, códigos de exemplo e bibliotecas, eu publiquei alguns posts no meu blog com referências e detalhes sobre a biblioteca FLARToolKit, utilizada para a captura das formas pela webcam, assim como a biblioteca papervision 3D.
Movimento Ascendente – Entrevista para Meio & Mensagem
por Rafael Kiso em Planejamento Estratégico, e-Business - 03/02/09.

Esta semana fui entrevistado pelo Meio & Mensagem para fazer uma análise retrospectiva de 2008 e falar um pouco sobre as tendências para 2009.
Na matéria completa no M&M há opiniões de outros players do mercado e abaixo publico a íntegra da minha entrevista.
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Meio & Mensagem (M&M): Como foi a evolução e amadurecimento no uso de canais digitais em 2008?
Rafael Kiso (RK): Os números mostram que a Internet é o meio que mais cresce entre todas as mídias. 2008 foi o ano do amadurecimento da Web 2.0 como conceito de mudança de comportamento. Grandes empresas investiram em ambientes colaborativos, blogs e ações que chamaram o consumidor para uma conversa mais inteligente e bidirecional.
M&M: O crescimento da agência superou as expectativas inicias? Se sim, a que atribui o resultado?
RK: Sim. No início do ano trabalhávamos com um crescimento planejado de 40%, conforme as projeções mostravam, e crescemos 60%. Esse incremento se deu porque, graças à nossa qualificação em trabalhar a Web 2.0, vencemos as concorrências abertas pela SUN-MRM, empresa do grupo McCann Erickson, e conquistamos duas contas internacionais de peso como Intel e GM (General Motors), que procuravam um trabalho inovador para atingir a geração Y.
M&M: Quais clientes foram conquistados em 2008 com foco em digital?
RK:General Motors, Intel, Embraer, Kopenhagen, Paris Filmes e OceanAir Táxi Aéreo.
M&M: Quais os principais cases digitais de 2008?
RK: Sem dúvidas foram:
- Intel
- Eres um Geek (Facebook) – QuizGame para a América Latina com conteúdo criado pelo usuário.
- Virtual Global Race (VGR) – Competição on-line baseada no GP Brasil de Fórmula 1, que permitia aos jogadores virtuais darem a volta ao mundo, valendo prêmios, entre eles assistir a corrida na Daslu (atingimos a marca de 30 mil usuários no jogo)
- GM
- Chevrolet On The Road Again – Plataforma colaborativa de roteiros e experiências de viagem para a Geração Y
M&M: Como está vendo as tendências de formatos para 2009? O que ainda falta evoluir e o que está chegando agora?
RK: Este ano será voltado para as mídias emergentes, que configuram essa nova web, como widgets, aplicações em redes sociais e mobile, que dão sequência à socialização das marcas perante seu público e permitem criar relevância no ambiente certo. A tendência mostra claramente que 2009 será repleto de formatos sociais, para socializar a marca (open brand). Começando pelas tecnologias emergentes:
- Microbloging – esse formato está em ascensão e 2009 será o ano de evolução, descobertas e muita criatividade em cima dele.
- Social Search – O Google já tem experimentado isso e a tendência é o SEO evoluir para atender essa nova forma de busca.
- Folksonomia e Social Tagging – São termos que irão evoluir muito e as pessoas vão passar a usá-los de forma mais intuitiva e correta. Veja o caso do site da ESPN Brasil.
- Ad Widgets – Nos EUA esse formato já está começando a dominar, e acredito que no Brasil aconteça o mesmo, só que para isso as agências terão de entender um pouco mais de tecnologia.
M&M: Quais as metas para 2009?
RK: Pode ser um ano determinante para o amadurecimento e evolução dos canais digitais e das agências digitais.
O ano de 2009 será fortemente impactado pela conseqüência da crise econômica mundial, ainda mais para as agências que atendem clientes internacionais. Porém, para o mercado digital a crise pode ter um efeito positivo. As pesquisas mais recentes da Forrester Research apontam que os principais anunciantes irão reduzir na média 3% de sua verba, e redimensionar a distribuição dos investimentos na pizza. Porém, o meio on-line deve ter sua fatia ampliada, tomando partes dos outros meios como TV, Revista, Jornal e Rádio, por ser um meio onde se faz mais com menos e com métricas.
Devido a esse cenário futuro, as metas da Focusnetworks são aumentar a sua visibilidade no mercado interno e externo, e crescer organicamente até 45%.
Mobile Marketing – Estratégias através de SMS
por Carlos Henrique em e-Business - 23/12/08.

“Uma forma de divulgar produtos e atrair novos públicos”
É esse o intuito dessa ferramenta que se expande e explora de forma simples a plataforma mobile.
Primeiramente entenderemos o que é um SMS.:
Serviço de Mensagens Curtas ou Short Message Service (SMS) é um serviço disponível em telefones celulares (telemóveis) digitais que permite o envio de mensagens curtas (até 255 caracteres em GSM e 160 em CDMA) entre estes equipamentos e entre outros dispositivos de mão como palm e handheld, e até entre telefones fixos (linha-fixa).
SMS originalmente foi projetado como parte do GSM (Sistema de comunicação móvel global) padrão digital de telefone celular, mas está agora disponível num vasto leque de redes, incluindo redes 3G.
O termo “torpedo” é utilizado no Brasil para designar o nome das mensagens escritas que são enviadas para o celular.
Bom, de uma forma resumida já temos uma base do que seria essa tecnologia, não existe nada de mais no seu funcionamento, mas abre-se um leque enorme de opções quando tratamos esse recurso como ferramenta de promoção e divulgação.
Com o crescimento absurdo da venda de celulares, e esses mesmos aparelhos contendo diversos recursos, viu-se uma brecha para explorar esse uso intenso. Trata-se de uma nova ferramenta de propaganda, ao qual grandes marcas já fazem uso dela.
O uso da Internet por meio desses dispositivos ainda não é de fácil acesso para as classes C e D, e os recursos de cada aparelho celular diferenciam-se. A estratégia foi utilizar os recursos que são nativos de todos os aparelhos, ou seja, o SMS. Confira a seguir alguns dados:

Nestes números podemos perceber porque o grande foco em criar estratégias utilizando o recurso de SMS, justamente por ser o recurso nativo de todo e qualquer aparelho celular e pelo baixo custo de envio e recebimento.
2º EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação
por Marcio Hanashiro em Arquitetura de Informação - 20/10/08.

Este final de semana rolou a segunda edição do EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação.
Coffee breaks, almoços, happy hours, Guitar Hero e muita interação; Foram assim os dois dias de apresentações realmente valiosas.

O evento contou com alguns gringos, o inglês Philip Rhodes (fhios), o americano Lucas Pettinati (Yahoo!) e o português Paulo Jorge da Cunha (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).
Contou também com duas palestras incríveis sobre os cases da ESPN e EGO (globo.com), cases que mostraram os bons resultados da arquitetura de informação bem aplicada.
O evento foi muito bom, trocar informações e entender como as outras empresas trabalham e se sentir parte de uma comunidade que deseja aprender mais a cada dia!
A Focusnetworks estava presente com cinco representantes:
- Marcio Hanashiro – Coordenador de Criação
- Marcelo Capucci – Gerente de Planejamento
- Paulo Robson Luz – Desenvolvedor
- Victor Oliveira – Arquiteto de Informação
- Thiago Macedo – Arquiteto de Informação
Crianças na rede, e agora?
por Marcio Hanashiro em Arquitetura de Informação, Criação - 02/10/08.
Eu como um fã de desenhos animados, entrei no site do canal infantil Cartoon Network e me deparei com uma navegação complexa que me deixou com uma dúvida gigante sobre a forma usada para expor as informações no site. A grande pergunta é, até que ponto as crianças estão familiarizadas com as novas ferramentas da internet? Quais seriam os riscos em uma rede colaborativa com informações boas e ruins?
O site
O design do site está ótimo, informações limpas, cores bem aplicadas e os detalhes bem feitos.

Quando digo “navegação complexa”, falo sobre o menu de personagens do site e a forma de adicionar dados ao seu usuário.
Começando pelo menu dos personagens, que necessita de quatro passos para chegar ao desenho preferido.

- O menu começa com alguns desenhos abertos, a criança pode clicar em um personagem ou pode paginar clicando nos botões na lateral (que são bem pequenos)
- Clicando no botão “+” pode-se navegar por ordem alfabética, onde as letras estão agrupadas em blocos.
- Assim que a criança escolhe o bloco de letras, são mostrados os personagens referentes.
- A criança clica no personagem para ver a integra do mesmo.
No momento do cadastro, o site permite a criação de um avatar, que possibilita a criança compartilhar informações sobre os produtos (brinquedos), desenhos e também manifestarem suas experiências em relação ao site e as ações do canal, A utilização do avatar neste contexto surge como uma iniciativa interessante de uma ferramenta web 2.0 voltada para o público infantil.
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Quando cadastradas as crianças podem navegar por planetas e conversar com outros usuários.

Sites para crianças
Após pesquisar um pouco sobre os pequenos usuários, descobri que as crianças estão totalmente preparadas para as novas ferramentas da internet, e isso ocorre por motivos simples:
- As crianças têm tempo para ter uma experiência mais duradoura na web, isso possibilita o uso de sites que pedem um pouco mais de atenção para aprender o seu funcionamento.
- As escolas, os canais de TV, as propagandas espalhadas em revistas e muitas outras coisas na vida das crianças de hoje levam para a internet.
- Contar experiências obtidas em sites ou ações online faz parte dos principais assuntos em rodinhas de crianças.
Este é um público muito importante, no Brasil, crianças de até 11 anos de idade correspondem a 10% dos usuários que acessam a internet segundo dados do Ibope e além de ser o público alvo, quando falamos de produtos infantis, são também grandes influenciadores do público adulto.
Devido a importância e representatividade do público infantil, existem muitos sites voltados para ele e embora isso seja muito bom para o desenvolvimento social e educativo das crianças, também é preocupante em relação à segurança no meio online.
Uma grande quantidade de informações que pode não ser útil nem confiável, estão disponíveis para todos, porém na internet, qualquer um pode publicar comentários ou informações e crianças tendem a acreditar que “se está na Internet, deve ser verdade”, por isso, precisamos acompanhá-las e educá-las, para que desenvolvam habilidades para filtrar as informações disponíveis online.
A internet, por ser tão nova, ainda não tem todas as leis necessárias para proteger todos os tipos de usuários, por isso alguns órgãos estão aparecendo como a Agência Britânica para Segurança de Crianças na Internet (UKCCIS na sigla em inglês), uma nova organização criada pelo governo britânico neste ano para proteger as crianças dos sites com temas menos próprios, como o suicídio, o bullying ou a pornografia, apostando na disponibilização de informação, agindo perante os espaços online que apresentem este tipo de conteúdos nocivos.
Abaixo algumas dicas para ter uma navegação mais segura para as crianças:
- Incentive seus filhos a compartilhar suas experiências na Internet com você. Divirta-se na Internet junto a eles.
- Ensine-os a confiar em seus instintos. Se alguma coisa online fizer com que se sintam nervosos, eles devem lhe contar.
- Se seus filhos visitam salas de bate-papo, usam programas de mensagens instantâneas, videogames online ou outras atividades na Internet que exijam um nome, sempre colocar um apelido e nunca o nome real.
- Insista para que nunca informem seu endereço residencial, número de telefone ou outras informações pessoais, como onde estudam ou onde gostam de brincar.
- Mostre a eles como respeitar os outros online. Explique que as regras de bom comportamento não mudam apenas por estarem em um computador.
- Diga a eles que não devem nunca encontrar amigos virtuais pessoalmente. Explique que os amigos virtuais podem não ser quem eles afirmam ser.
- Ensine a eles que nem tudo o que lêem ou vêem online é verdade. Encoraje-os a perguntar a você se não tiverem certeza.
É importante que os sites voltados ao público infantil que são idôneos ensinem às crianças sobre possíveis perigos, pois a informação é a maior arma para combater sites que servem como iscas ou que contém material infantil ilegal.
O futuro das buscas
por Alexandre Araújo em e-Business - 25/09/08.
Atualmente a busca de informações na internet é utilizada por quase todos internautas, sejam usuários leigos ou usuários avançados. As buscas realizadas são bastante simples, sem filtros muito complexos, como por exemplo, uma busca de documentos disponíveis na internet abordando um assunto específico.
A maioria dos buscadores online oferecem formas complexas de buscar arquivos, como é o caso do líder de mercado, o Google. Indexando bilhões de páginas estáticas e dinâmicas e também arquivos em Flash (um dos últimos grandes anúncios, antes do Chrome) com uma qualidade de relevância e um volume de usuários que torna o Google a melhor escolha (até o momento) para realizar buscas na internet.
Atualmente o Google consegue capturar quase 60% do mercado de buscas da internet, o que deixa pouco espaço para concorrentes, porém há algumas semanas atrás ocorreu um fato curioso que fez a grande empresa a tomar algumas atitudes ao menos, duvidosas. Segundo notícias, a companhia, um dia após o lançamento de um buscador inovador chamado Cuil (que alega indexar mais de 1 trilhão de páginas), fez uma declaração que está indexando mais páginas do que muitos achavam. Isto gera algumas especulações, uma delas seria: Porque a empresa deixou para divulgar a notícia apenas após o lançamento do Cuil?
Pelo simples fato de que o Google pode não ser mais o líder de mercado daqui a alguns anos, no que se refere à busca, pois isso ocorre com a maioria das empresas de tecnologia, que cedo ou tarde deixam de liderar o segmento, como a IBM, que teve de focar apenas em mainframes porque a Dell estava adquirindo cada vez mais a fatia de seu mercado, ou como o browser Netscape, aplicativo desenvolvido pela Netscape Communications que começou sua jornada no início de 93 e em meados da década de 90 assumiu a liderança, capturando 80% dos internautas, porém perdeu o domínio quando a Microsoft numa estratégia questionável até hoje, começou a integrar o seu navegador Internet Explorer de forma nativa no sistema operacional. Como podemos ver o mercado é muito exigente, a supremacia não vive para sempre e a queda é iminente.
Não estou colocando uma ‘praga’ no Google, estou apenas escrevendo o óbvio. O Cuil foi desenvolvido por engenheiros que já trabalharam no Google e sabem a metodologia da empresa e seus objetivos, sabem como é feita a indexação das páginas e também quais são suas possíveis falhas.
É claro que, o Cuil ainda tem muito que aperfeiçoar, ele ainda é prematuro e precisa de alguns anos para tornar-se um atrativo para os usuários e isto requer tempo, dinheiro e uma estratégia vencedora para ganhar espaço no multimilionário mercado de buscas da atualidade.
A Próxima Pequena Grande Coisa
por Rafael Kiso em e-Business - 01/09/07.
Pedaços de códigos chamados Widgets abrem a porta para o marketing viral através de redes sociais. Será ele o início da Web 3.0?
Um widget web é um pedaço portátil de código que pode ser instalado e executado dentro de qualquer página HTML pelo usuário final sem requerer compilação ou algo do tipo. Eles são semelhantes aos widgets que existem nas aplicações desktops, principalmente no Windows Vista e no Mac. Outros termos sinônimos de widgets web são gadget, badge, módulo, cápsula, snippet, mini e flake. Os widgets são tipicamente parecidos com pequenas janelas ou caixas, que carregam uma funcionalidade de terceiro. O resultado pode ser ter seus vídeos favoritos do YouTube dentro do seu site, por exemplo.
Mas os widgets também podem ser a janela para venda de produtos e serviços ou até mesmo para propagandas customizadas. Por exemplo, criar um que toca suas músicas favoritas e direcionar os usuários para um site que as vende.
A corrida em busca de terreno na web está se tornando uma corrida ao ouro pela rápida disseminação de desenvolvedores, empresas de mídia e varejo, que estão “widgetizando” suas aplicações, vídeos, e produtos, e colocando-os em outros sites. As pessoas estão gastando cada vez mais tempo em blogs, comunidades e redes sociais como Orkut, Facebook, MySpace, Hi5 e Tagged. E nesse sentido, criar widgets é como desencadear uma nuvem de vírus. Eles podem carregar sua loja, serviço ou propaganda para qualquer site ou página da rede. E se as pessoas gostarem do seu widgets, elas irão espalhar para milhares de outras pessoas. Você poder ganhar uma escala muito grande em pouco tempo.
Esse movimento começou em maio, quando o Facebook anunciou que iria abrir seu código e passar parte do poder econômico e de distribuição para os desenvolvedores de widgets. Enquanto o MySpace permite que seus usuários colem aplicações em seu site, o Facebook deu alguns passos a frente e permitiu os desenvolvedores acessarem os dados do perfil de seus usuários para aumentar a utilidade dos widgets. Além disso, o Facebook criou áreas discretas onde os desenvolvedores podem ficar com 100% da receita gerada pelo e-commerce ou publicidade de seu widget.
Grandes companhias de mídia, tecnologia, comunicação, entretenimento e varejo, estão entrando de cabeça nos widgets. A Reebok, por exemplo, criou recentemente um widget para o mercado chamado “Shoe Fight”, no qual te permite desenhar um tênis e colocá-lo no seu site, enquanto a IBM está plugando widgets em seus softwares, incluindo um que permite os funcionários transformarem seus e-mails não lidos em arquivos de áudio para que possam ouvir enquanto voltam para casa.
Os widgets também já fazem parte de todas as estratégias que a Focusnetworks desenvolve para seus clientes, ajudando-os a pulverizar seu conteúdo e não tentar trazer os usuários para o site da empresa. Para se ter uma idéia do movimento, o Google revelou um programa para atrair criadores de widgets no qual serão remunerados por criação. Eles também estão testando os chamados Gadget Ads, no qual permite os anunciantes tornarem seu formato estático em um conjunto de widgets com vídeos, animação, e notícias em tempo real. Os widgets permitem as pessoas personalizarem sua experiência na web e ao mesmo tempo produzir uma publicidade mais efetiva e relevante.
O que é importante observar desde já, é que com a explosão dos widgets na web, métricas como “page views” e “tempo de permanência” terão que mudar. Em um mundo onde um site pode ser dividido em centenas de pedaços, os widgets redesenharão a definição de uma página web e de uma audiência.
E as implicações no e-commerce também são potencialmente grandes. Ao invés de simplesmente construir um site aonde as pessoas vão para comprar, os vendedores podem usar os widgets para trazer a loja até os compradores. A Amazon e a Wal-Mart já possuem um widget que permite os usuários buscarem em suas lojas enquanto estão em sua rede social ou página pessoal.
O eBay também criou um widget similar ao da Amazon, só que específico para o ambiente do Facebook. Isso é o que podemos chamar de “e-commerce distribuído”.
E isso tudo é somente a ponta do iceberg. Pense no que acontecerá quando a rede social for verdadeiramente móvel. Os widgets por sua vez já possuem um visual semi-pronto para os dispositivos como o iPhone.
A relação dos widgets com as redes sociais já está se tornando a nova grande rede, e sem dúvida isso pode marcar a entrada da terceira era da Web.
Rafael Kiso é sócio-fundador e Diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
rafael.kiso@focusnetworks.com.br




