Arquivo de Novembro de 2006
Lá estava eu na premiação da B2B Magazine desacreditado no que via. Pois bem, algum santo high tech dos projetos bons e verdadeiros, cuja eu ainda não sei o nome, nos escutou!
O nosso case foi escolhido por ser inovador em suas estratégias, na tecnologia utilizada e na geração expressiva de resultados. Ou seja, não houve compra de prêmio e nem adequações de cases para ganhar, como aconteceu em outro evento de premição que competimos.
O Passaporte Hopi Hari, desenvolvido e gerenciado pela Focusnetworks, foi o vencedor na categoria Entretenimento no Prêmio Padrão de Qualidade em B2B 2006, o mais importante e disputado prêmio de B2B do Brasil, que aconteceu dia 27/11/2006 no Esporte Clube Sírio em São Paulo.
O Prêmio Padrão de Qualidade em B2B é a maior premiação nacional de B2B, TI e e-Business e é promovido pela B2B Magazine em conjunto da E-Consulting e que neste ano contou com o apoio da Câmara-e.net.
Graças a E-Consulting, que deixo aqui minha admiração pelo belo trabalho, as empresas inscritas no Prêmio tiveram seus cases avaliados segundo a eficácia de suas estratégias tecnológicas e digitais, avaliada de acordo com a Metodologia ECi de Transformação Competitiva de Empresas, proprietária da E-Consulting Corp., que analisa o resultado da adoção de estratégias, tecnologias e ferramentas nas empresas.
Será que posso voltar a ter esperanças nos meios de comunicação? Será que o pensamento ético deles continua pensando em dinheiro rápido a curto prazo, ou em ganhar longevidade, credibilidade e por consequência muito mais $$?
30 de Novembro de 2006 às 19:20
Rafael Kiso
Hoje as empresas estão se organizando e utilizando ainda mais o planejamento digital, ou seja, o site de negócios começa a fazer parte de toda corporação que se torna uma porta para o cliente e para os seus colaboradores. Com a chegada da TV Digital Interativa é criada a necessidade de abrir mais uma porta, dessa vez o grande desafio é juntar profissionais off-line e on-line para criar novas experiências direcionadas para um público tradicional de tv.
No meio off-line, a meta é atingir a maior quantidade do público determinado pelo profissional de mídia, utilizando as transmissões de TV, rádio, anúncios em jornais e revistas, outdoors, panfletos, cartazes e outros. Lembrando que a televisão, dentre os veículos de comunicação em massa, é o que gera maior impacto. Nesse meio os projetos são bem flexíveis na hora da produção, em todos os passos é possível mudar alguma coisa, saber improvisar e gerar idéias de maneira rápida e simples são as principais habilidades desse tipo de profissional.
Já no meio on-line, são criadas experiências diretas que realçam a presença de uma empresa, profissional, pessoa, ou mesmo uma idéia utilizando ferramentas interativas. Nesse ponto é importante esclarecer que a interatividade é o que possibilita ao indivíduo afetar e ser afetado por outro indivíduo numa comunicação.
O meio on-line, devido às novas tecnologias, acabou transformando os profissionais que trabalham com a internet em profissionais multimídia. O profissional on-line participa de varias etapas do projeto, é comum em uma célula de criação para web que um profissional, além de programação, também tenha conhecimentos em vídeo, áudio e animação.
Ao contrário do meio off-line, o planejamento de um projeto para TV Digital Interativa deve ser seguido do inicio ao fim, mudanças de escopo criam uma seqüência de alterações que implicam em mais tempo e mais dinheiro gasto na produção. As aplicações interativas na TV Digital serão desenvolvidas usando linguagens de programação mais complexas, isso exige um planejamento eficiente e torna o processo de produção menos flexível, costumes como mudar o roteiro no meio das filmagens não existirão mais, por exemplo.
O planejamento para aplicações interativas na TV Digital, se aproxima muito do planejamento de projetos on-line, o que gera uma grande oportunidade para o mercado desenvolvedor web e seus profissionais. Portanto, poderemos ter a chance de uma agência pequena se tornar parte de uma grande agência, pois as maiores agências podem não contratar profissionais para trabalhar nesse novo meio e comprar ou terceirizar agências menores especializadas nisso.
Eu acredito que com a convergência dos dois meios, a porcentagem do bolo publicitário da TV Digital vai ser enorme e devemos nos preparar para que todo investimento seja aproveitado com o máximo de eficiência, ao contrário do inicio da internet, onde não existia confiabilidade e nem experiência. Teremos um novo meio, porém com muita experiência.
16 de Novembro de 2006 às 17:09
Marcio Hanashiro
O conceito de interatividade na TV ainda causa certa confusão, pois Interatividade é um termo relativo e interpretado pelos indivíduos de acordo com suas experiências. Por exemplo, quem é usuário de Internet ou Games, tem um conceito de interatividade mais ativo que permite interferência no rumo dos acontecimentos do que aquela pessoa mais acostumada com a interação existente nos programas de TV atuais, como Big Brother e outros que fazem uso da votação e realizam uma interatividade limitada.
Uma dos principais atributos da TV Digital é possibilitar a convergência, de forma que a TV seja equipada com periférico como teclado, ou controles remoto especiais e seja capaz de oferecer ao usuário uma experiência interativa semelhante a obtida hoje com a Internet, porém para que esta conversão realmente ocorra, devemos analisar com bastante atenção as questões comportamentais relacionadas a utilização que já é feita hoje da TV, quando comparada ao computador pessoal.
Atualmente a televisão é assistida pela maioria de maneira passiva e por tantos outros como companhia para amenizar a solidão (CPqD, 2001).
Mesmo com a mudança de cenário que deve ocorrer com a chegada da geração nascida nos tempos da internet e provavelmente mais aberta a utilização da TV de uma forma mais interativa, nós devemos observar que o computador é um objeto pessoal.
Mesmo quando utilizado por toda família, o momento de utilização do computador, seja para trabalho, estudo ou lazer é um momento particular e isso torna a experiência do usuário com o computador muito diferente daquela obtida com a televisão, que normalmente é vista para distração, bem relaxado no sofá quando se está sozinho, como entretenimento com várias pessoas como telespectadores no mesmo ambiente.
Imagino que a experiência interativa na TV Digital deverá seguir um caminho próprio e diferenciado de todas as experiências existentes hoje em outras mídias, pois sua utilização possui peculiaridades que devem ser respeitadas para que se mantenha o público interessado.
É importante evitar o discurso dos profetas digitais que poderão dizer que a TV Digital irá substituir alguma outra mídia, pois o surgimento de novas mídias sempre vem cheio de profecias, como por exemplo, “A TV vai acabar com o Rádio”, “A Internet vai substituir o Jornal impresso”, porém felizmente nenhuma delas se concretizou e todas mantêm seu espaço.
A sociedade atual vem passando por mudanças cada vez mais rápidas e freqüentes, mas as experiências já vividas deixam a lição de que há espaço para todas as mídias. Algumas, como o jornal impresso, por exemplo, já passa por grandes mudanças e precisará se reinventar para manter o mesmo nível de influência que possui hoje e encontrar novas formas de atingir seu público, mas isso não ocorre somente pela chegada de uma nova mídia e sim por uma mudança comportamental natural que ocorre na sociedade ao longo dos tempos.
Devemos estar atentos para não expor a TV Digital aos mesmos erros cometidos com a Internet em seu início, quando por falta de conhecimento do que fazer com aquela nova mídia que surgia, foram copiadas iniciativas inapropriadas para o veículo, que acabaram criando barreiras mercadológicas ou visões distorcidas do seu potencial.
14 de Novembro de 2006 às 22:42
Marcelo Capucci